Um levantamento divulgado pela Unifesp em 2013 aponta que ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar que é dependente químico e os pesquisadores estimam que 5,7% dos brasileiros sejam dependentes de drogas.
O avanço das drogas no país tem provocado grandes agravos em todos os aspectos e o consumo tem se tornado cada vez mais habitual entre jovens, adolescentes e crianças na sociedade, causando um déficit no IDH (índice de desenvolvimento humano), atingindo os usuários, famílias, amigos e diversas pessoas que não tenham relação direta com o dependente.
A ex - usuária Fernanda Alves (34), conta que começou a usar drogas aos15 anos de idade por curiosidade, revela os prejuízos que o vício lhe trouxe: “Eu namorava um menino que usava drogas e os amigos dele também, eu era muito menina, não tinha noção do que estava fazendo, por causa das drogas passei a ser uma pessoa mal educada, destrui minha relação familiar, fui para rua, comi comida do lixo para matar a fome. O pior momento foi quando os meus “amigos”, que andavam comigo, aqueles que eu era fiel a eles nos roubos, drogas, quiseram me matar, por muita sorte consegui fugir”, conta.
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Reunião da Comissão de Educação Cultura e Esportes CMSP
Foto: Erik Teixira
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Fernanda, que atualmente realiza trabalhos sociais para ajudar dependentes químicos, diz que quando decidiu deixar às drogas não teve nenhum tipo de ajuda governamental e critica a falta de auxílio: “O governo sempre foi fraco nessa questão de campanha de prevenção às drogas, na verdade, nem existe, o que tem é a propaganda, mas o tratamento não existe”, afirma.
O especialista em dependência química, José Florentino, avalia o projeto como prioritário e necessário: “A dependência química é uma doença crônica e progressiva reconhecida pela organização mundial da saúde, com código internacional de doenças, precisa ser tratada, ela é bio psico social, é difícil a pessoa se recuperar sozinha, muitas vezes precisa de ajuda e acaba utilizando o recurso público que muitas das vezes acaba deixando a desejar e essas pessoas acabam ficando no sofrimento”, disse.
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Reunião com responsáveis de clínicas de recuperação
Foto: Erik Teixeira
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Florentino que foi Coordenador de Atenção às Drogas no Município paulista e presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas e Álcool de São Paulo (COMUDA), lamenta: “Foi uma boa ideia em uma gestão que não valoriza ideias e atitudes, nós perdemos como cidadãos, munícipes dessa cidade gigante que não tem nenhuma coordenaria de drogas e álcool”, finaliza.
Karen Salvador








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