Fonte: Fernanda Del Guerra
Reunidos
no Salão de Páscoa da ABICAB, fabricantes da indústria de chocolates mostraram suas novidades e
expectativas para o período de vendas da categoria no ano. Em meio a alguns
players com timidez na projeção, com crescimento baixo ou estável, grande parte
das empresas projeta incremento na comercialização dos ovos de Páscoa, com
estimativas que variam de 5% a 25%, sendo o otimismo maior nas redes
especializadas. A Páscoa deste ano aconteceu em 5 de abril.
“Esperamos
crescer 14% diferente do cenário econômico do país. O momento de crise ajuda o
chocolate a crescer e o consumidor busca um momento de indulgência e de prazer
no momento de crise", afirma Renata Moraes Vichi, vice-presidente do Grupo
CRM, detentor das marcas Brasil Cacau e Kopenhagen. A executiva acrescenta que
foi produzido cerca de 4 milhões de ovos, chegando em R$ 300 milhões de
faturamento. A Kopenhagen, Munik e Cacau Show também foram otimistas e cogitou
alta de 14% a 25%, uma alta relevante, já que a Páscoa representa cerca de 30%
do faturamento anual de lojas desse formato.
Em
linha com a expectativa de crescer, Raquel Massagardi, diretora de Marketing da
Cacau Show, ressaltou que a marca é uma das mais otimistas para a data. “A
Cacau Show deve crescer 20% e 25% o total do seu faturamento. São mais de 7 mil
toneladas de chocolates como um todo dos quais 3 mil toneladas são só ovos de
Páscoa", disse. A Arcor é mais uma empresa que acredita no período e, para
o gerente de marketing, NícolasSeijas, a expectativa é de crescimento, mesmo
que ligeiro. “Há dois anos o crescimento foi de 30%, no ano passado crescemos
25% e esse ano apostando em um crescimento acima de 5%”, explica.
Por
outro lado, Camila Marconi, gerente de marketing da Munik, explica que o
diantedo momento econômico preferiram não almejar uma expectativa. “Nós estamos
bem pé no chão, nós procuramos não crescer muito, em relação ao ano passado.
Nossa produção é de 700 toneladas e queremos ser surpreendidos”, explica.
Segundo ela, hoje a Páscoa representa cerca de 30% do faturamento da empresa no
ano todo. “A Páscoa para a gente é como se fosse o Natal para o comércio”,
conclui. A Nestlé também analisa que o cenário econômico brasileiro deve afetar
a sazonalidade, porém, aposta na força de suas marcas para manter um desempenho
crescente este ano.
Apesar
do otimismo das empresas do setor, a Páscoa de 2015 teve o pior resultado desde
2007, de acordo com a Serasa Experian. O comércio fez promoções de última hora
e isso impediu uma queda nas vendas do período de Páscoa, que ficaram estáveis
na comparação com o ano passado.
Fernanda Del Guerra







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