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| Foto: CPB/Divulgação |
O brasileira é apaixonado por esportes, difícil encontrar quem não goste. O esporte nos integra, e é assim que o tênis adaptado vem contribuindo com a sociedade e acessibilidade de todos.
O Tênis Adaptado é uma modalidade que existe há uns anos que, através do lazer, incentiva os atletas a prática física e terapêutica, na melhora da convivência em grupo e desenvolvimento pessoal e social.
A empresa CR Tennis Academy realiza um projeto de tênis em cadeira de rodas junto com a prefeitura de São Caetano do Sul, que vem dando suporte aos atletas com deficiência física e proporcionando treinamento acompanhado para participar de partidas entre eles e futuras competições nacionais e internacionais.
Rosemary de Almeida, coordenadora da CR Tennis Academy, junto com sua sócia Cassia Lorenzini contam que tudo que idealizaram nesse projeto foi à realização de um sonho antigo, “Para nós é extremamente gratificante acompanhar cada um deles nesse processo de voltar a ser feliz, que a vida continua, e, pode trazer surpresas e conquistas maravilhosas!” afirma Rosemary.
Resultado é uma vida mais saudável, com superação de limites e potencialidades, prevenção de enfermidades secundárias à deficiência, e promovendo, assim, a integração social total do indivíduo.
“No começo da minha lesão medular não tinha muito equilíbrio de tronco, o tênis me ajudou muito a fortalecer os músculos do quadril e dos membros superiores”, conta o atleta de tênis adaptado, Sergio Lucas, que teve uma inflamação na medula óssea, que comprimiu a medula nas vértebras o deixando paraplégico.
O esporte é ótimo, estimula vários músculos que a pessoa com deficiência não tem o costume de estimular, com tudo isso gera uma reação em cadeia no metabolismo desse indivíduo e em alguns dias ele já pode notar diferencia no seu corpo.
“Uma melhora na qualidade de vida, além de estimular a socialização desse indivíduo com outras pessoas com ou sem deficiência integrando assim a pessoa com deficiência a sociedade novamente”, finaliza Sergio.
REGRAS
Poucas regras mudam do jogo de tênis em cadeira de rodas para as regras do tênis comum, veja.
- Saque: Uma outra pessoa pode ser autorizada a lançar – levantar – a bola para o jogador, caso os métodos convencionais para o saque forem impraticáveis para um tetraplégico.
- Perda de Ponto: A bola não pode tocar no corpo do jogador, nem na sua cadeira ou qualquer outra coisa, podendo apendas encostar na sua mão.
- Bola: A bola pode quicar na quadra duas vezes antes de ser rebatida para o lado do adversário.
- Disputas: Individuais ou em duplas. Atletas com diferentes tipos de deficiência podem competir juntos.
- Cadeiras: São adaptadas para assegurar maior equilíbrio e melhor mobilidade.
HISTÓRIA
Um dos esportes mais praticados no mundo é o tênis, e em 1976, nos Estados Unidos, surgiu a adaptação da modalidade para cadeirantes com algumas regras modificadas.
Nesse mesmo ano, Brad Parks, atleta americano de esqui acrobático, sofreu um acidente durante um salto de aquecimento e foi diagnosticado com lesão medular, o impedindo de jogar. Durante seu processo de reabilitação, Parks ouviu falar sobre um atleta de Los Angeles, Jeff Minnenbraker, que estava tentando jogar tênis na cadeira de rodas com a bolinha pingando duas vezes no chão. Logo se interessou, e os dois se uniram e adaptaram a modalidade. No ano seguinte, produziram a primeira cadeira adaptada ao esporte e foi se expandido por todo território americano, e criada a primeira entidade reguladora do esporte, em parceria com a Federação Americana de Tênis (USTA, em inglês).
Já no Brasil, o primeiro atleta do tênis em cadeira de rodas foi José Carlos Morais. Hoje há diversos torneios e é uma modalidade oficial do Paralímpicos.
Fernanda Rodrigues







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