Em dezembro de 2014, em um comunicado na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a retomada das relações diplomáticas com Cuba. O severo embargo que já duravam meio século no qual era condenado por muitos países, está próximo do fim.
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| Foto: Arquivo do Governo Brasileiro |
Os embargos foram impostos pelos americanos em 1960, quando houve a queda do governo de Fulgêncio Batista, que tinha o apoio dos americanos. Cuba então, passou a ser governada por Fidel Castro, de ideologias socialista, o novo presidente fez mudanças significativas no país, rompendo de vez o vínculo diplomático com os americanos, que por represália, impôs os embargos contra Cuba, proibindo qualquer empresa americana de importar ou exportar para aquele país.
Os embargos afetavam diversos setores em Cuba, além da exportação, prejudicou também as áreas de saúde, turismo, finanças, os seguros, o petróleo, os produtos químicos,
Bacharel em relações internacionais, Rodrigo Oliveira fala da importância do fim dos embargos econômicos: “A queda do embargo é definitivamente um marco histórico e que Cuba está esperando ansiosamente, visto que os embargos isolaram-na de diversas naturezas de relações com a América Latina e o mundo.”
Para o Brasil, a reaproximação entre os países representa um ganho diplomático para o governo brasileiro, além de ser considerada um “vitória política” para Brasília, que sempre pressionou por uma reaproximação.
Alem disso, com a investida do Brasil em Cuba, na construção do porto de Mariel, a expectativa agora é que o país tenha um ganho também econômico, como explica a especialista Sarah Peres, doutorado em ciências políticas; "Do ponto de vista estratégico, o investimento foi feito de olho no potencial da região. A idéia é que empresas brasileiras possam se estabelecer na zona de livre comércio ao redor do porto e de lá exportem diretamente aos Estados Unidos e a outros países da América Central",
Se o fim dos embargos vai diminuir ou não a posição do Brasil como parceiro comercial de Cuba, não sabemos, mas podemos dizer, que o fim dos embargos pode aumentar o bolo de Cuba, posteriormente aumentando a fatia do Brasil, que já está apostando no país.
Joel Junior














