Avanço do consumo de drogas em São Paulo preocupa

José Florentino lamenta a falta de atenção aos depententes quimicos.

Consumidores aderem medidas práticas e baratas no consumo de água

Dicas e medidas para reduzir o consulmo de água.

Tênis Adaptado

Uma modalidade que vem auxiliando o atleta com deficiência física a um mehor estilo de vida.

Filme "50 tons de cinza"

Psicóloga comenta qual o impacto que o filme pode gerar na vida sexual de um adolescente

terça-feira, 26 de maio de 2015

Fatia do Brasil na reaproximação diplomática entre EUA e Cuba

Em dezembro de 2014, em um comunicado na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a retomada das relações diplomáticas com Cuba. O severo embargo que já duravam meio século no qual era condenado por muitos países, está próximo do fim.

Foto: Arquivo do Governo Brasileiro
Os embargos foram impostos pelos americanos em 1960, quando houve a queda do governo de Fulgêncio Batista, que tinha o apoio dos americanos. Cuba então, passou a ser governada por Fidel Castro, de ideologias socialista, o novo presidente fez mudanças significativas no país, rompendo de vez o vínculo diplomático com os americanos, que por represália, impôs os embargos contra Cuba, proibindo qualquer empresa americana de importar ou exportar para aquele país.

Os embargos afetavam diversos setores em Cuba, além da exportação, prejudicou também as áreas de saúde, turismo, finanças, os seguros, o petróleo, os produtos químicos,
Bacharel em relações internacionais, Rodrigo Oliveira fala da importância do fim dos embargos econômicos: “A queda do embargo é definitivamente um marco histórico e que Cuba está esperando ansiosamente, visto que os embargos isolaram-na de diversas naturezas de relações com a América Latina e o mundo.”
Para o Brasil, a reaproximação entre os países representa um ganho diplomático para o governo brasileiro, além de ser considerada um “vitória política” para Brasília, que sempre pressionou por uma reaproximação.

Alem disso, com a investida do Brasil em Cuba, na construção do porto de Mariel, a expectativa agora é que o país tenha um ganho também econômico, como explica a especialista Sarah Peres, doutorado em ciências políticas; "Do ponto de vista estratégico, o investimento foi feito de olho no potencial da região. A idéia é que empresas brasileiras possam se estabelecer na zona de livre comércio ao redor do porto e de lá exportem diretamente aos Estados Unidos e a outros países da América Central",
Se o fim dos embargos vai diminuir ou não a posição do Brasil como parceiro comercial de Cuba, não sabemos, mas podemos dizer, que o fim dos embargos pode aumentar o bolo de Cuba, posteriormente aumentando a fatia do Brasil, que já está apostando no país.

Joel Junior

terça-feira, 12 de maio de 2015

'Cinquenta tons de cinza' e seu impacto na maturidade dos adolescentes

Foto: Débora Rangel


Desde a sua estreia, o romance erótico "Cinquenta Tons de Cinza" se manteve em primeiro lugar entre os mais vendidos do mundo, atingindo, em fevereiro desse ano, a marca de US$ 158 milhões em faturamento em bilheteria global, excluindo os EUA, informou a Universal Pictures. O Brasil foi um dos países no qual o filme mais lucrou, com US$ 8,9 milhões.

O longa metragem que foi baseado no livro homônimo de E. L. James traz a romance da jovem e inocente Anastasia Steele com o milionário e sedutor Christian Grey, adepto de práticas sadomasoquistas. No decorrer do filme, Anastasia se apaixona por Christian que não se interessa em relacionamentos sérios e sim em um “compromisso de contrato”, no qual a garota precisa aceitar ser totalmente submissa a ele, aceitando a participar de suas práticas. Ela, que ainda era virgem, aceita por estar apaixonada pelo milionário e a partir daí o longa passa a mostrar cenas de sexo, nudez e o próprio sadomasoquismo.

A Psicóloga Juliana da Silva, explica que o filme pode afetar no comportamento dos adolescentes que decidirem assistir ao longa “Eu acredito que sim, pelo fato que expor a sexualidade quase que explicitamente de um casal, isso faz com que os adolescentes que estão em uma fase mudança de criança para adolescente e nessa fase envolve muitas descobertas, envolvendo curiosidades e demonstração de maturidade, tentem/queiram ter a maturidade e domínio que o homem do filme demonstra ter diante do fato.”, disse.

Um dos temas mais discutido durante o período em que o filme estava nos cinemas foi em relação à classificação indicativa, enquanto países como a Malásia resolveram banir por conter pornografia e nos Estados Unidos ter classificação R, que significa que menores de 17 anos desacompanhados de um adulto responsável, no Brasil, o longa foi classificado pelo Ministério da Justiça como não recomendado para menores de 16 anos.

Já na França, foi permitido para maiores de 12 anos por ser considerado um romance “água com açúcar”. O limite é menor do que nos países vizinhos, como a Inglaterra, onde o filme é proibido para menores de 18 anos, e na Bélgica, onde a idade mínima é igual a do Brasil, de 16 anos.

Juliana ressalta que é preciso ter cuidado quando o assunto é a classificação do conteúdo a ser visto “Pode influenciar no surgimento da vida sexual antecipadamente e ser tratado como banal algo que tem que ser abordado de uma forma menos “agressiva” como é proposto no filme.’, ressaltou.

De qualquer maneira, apesar do alvoroço provocado por “50 tons de cinza”, muito ainda está por vir, o tema sexualidade ainda será um paradigma durante muito tempo dentro da sociedade por haver opiniões distintas como explica Juliana “Proibir assistir não vejo como a melhor forma de “esconder” o fato, mais abordar o assunto, como os pais abordam qualquer outro assunto, aproveitar principalmente, que o tema do filme está em alta, para que seja tratado com naturalidade, não havendo constrangimento de nenhuma das partes. Quando se negligencia abordar o assunto, é sabido que o assunto é abordado em uma roda de amigos na qual poderá ter opiniões diversas e influencias que não condiz com a realidade e com o que os pais queiram que seja transcorrido”, finaliza. 

Apesar de todas as classificações, o filme é assistido, atualmente, por milhões de adolescentes que estão passando pela construção da maturidade onde, em uma roda de amigos, o tema é abordado com de diferentes ângulos e poderão surgir opiniões diversas, mas o importante é que haja um acompanhamento para que não aconteça um conflito de personalidade ou dúvidas sobre o assunto.






Débora Rangel

Consumidores aderem a medidas práticas e baratas no consumo de água

Foto: SOS Mata Atlântica

Apesar de ter saído um pouco de pauta e ter esfriado nos noticiários, a crise hídrica ainda é um assunto que preocupa muito a população e organizações engajadas a, se não eliminar, pelo menos, amenizar o problema. Porém, um dos problemas encontrados pela população interessada em economizar água é o fato de que algumas medidas que ajudam na economia não são simples aos bolsos do trabalhador. 

Por isso, a SOS Mata Atlântica, através do seu projeto Redes das Águas, programa de mobilização e monitoramento da qualidade da água voltado a engajar cidadãos e organizações em ações de conservação, recuperação e gestão participativa da água, através de sua assessoria informou alguns métodos viáveis na contribuição com a economia de água. "Damos algumas palestras sobre o tema e nela sempre apresentamos algumas sugestões. Colocar elásticos nas torneiras para reduzir o fluxo de água é uma opção já bastante utilizada pelas pessoas. Atualmente, destacamos também a atitude do FIESP que disponibilizou milhares de kits de redutores de vazão de água, produtos pequenos e de baixo custo que reduz o fluxo de água nas torneiras", informa Felipe Bastos, assessor de imprensa do projeto.

Para colocar em prática em suas residências algumas dessas medidas, moradores além de reduzir o tempo com as torneiras e chuveiros ligados e reutilizar água da chuva para lavar quintais e dar a descarga, já aderiram às dicas do Projeto. "Eu utilizava elásticos em algumas torneiras de casa, reduzia, mas não tanto, pois nem todas minhas torneiras davam essa possibilidade. Agora, quando comprei os redutores eu senti uma grande diferença, principalmente na conta de água. Minhas contas, que antes vinham a R$ 110, R$ 120, agora vêm a R$ 70 ou no máximo R$ 80", afirma Rosana Penha, dona de casa.

Estabelecimentos como lava-rápido, também já tomaram algumas iniciativas para reduzir os gastos, como por exemplo, a criação de ofertas para os consumidores que lavarem seus carros a seco. No lava-rápido de Aloísio Morato, na zona leste de São Paulo, foi criado um sistema de incentivo para os clientes aderirem ao formato de lavagem. A cada cinco vezes que o cliente lava seu carro a seco, ele ganha uma lavagem grátis com água e sabão. "Esse produto lava e insera. Além da qualidade melhor, não gasta água. O custo para o consumidor é o mesmo", afirma Aloísio, proprietário do lava-rápido.

O investimento em técnicas mais eficientes de irrigação e o desenvolvimento de sistemas sanitários mais modernos, como descargas mais econômicas, são etapas importantes no combate ao desperdício, mas ainda são contestadas e substituídas pelos métodos de custo mais baixo.


Agostino Gugliemo

Apesar do otimismo vendas na páscoa ficam estáveis

Fonte: Fernanda Del Guerra

Reunidos no Salão de Páscoa da ABICAB, fabricantes da indústria de chocolates mostraram suas novidades e expectativas para o período de vendas da categoria no ano. Em meio a alguns players com timidez na projeção, com crescimento baixo ou estável, grande parte das empresas projeta incremento na comercialização dos ovos de Páscoa, com estimativas que variam de 5% a 25%, sendo o otimismo maior nas redes especializadas. A Páscoa deste ano aconteceu em 5 de abril. 

“Esperamos crescer 14% diferente do cenário econômico do país. O momento de crise ajuda o chocolate a crescer e o consumidor busca um momento de indulgência e de prazer no momento de crise", afirma Renata Moraes Vichi, vice-presidente do Grupo CRM, detentor das marcas Brasil Cacau e Kopenhagen. A executiva acrescenta que foi produzido cerca de 4 milhões de ovos, chegando em R$ 300 milhões de faturamento. A Kopenhagen, Munik e Cacau Show também foram otimistas e cogitou alta de 14% a 25%, uma alta relevante, já que a Páscoa representa cerca de 30% do faturamento anual de lojas desse formato. 

Em linha com a expectativa de crescer, Raquel Massagardi, diretora de Marketing da Cacau Show, ressaltou que a marca é uma das mais otimistas para a data. “A Cacau Show deve crescer 20% e 25% o total do seu faturamento. São mais de 7 mil toneladas de chocolates como um todo dos quais 3 mil toneladas são só ovos de Páscoa", disse. A Arcor é mais uma empresa que acredita no período e, para o gerente de marketing, NícolasSeijas, a expectativa é de crescimento, mesmo que ligeiro. “Há dois anos o crescimento foi de 30%, no ano passado crescemos 25% e esse ano apostando em um crescimento acima de 5%”, explica. 

Por outro lado, Camila Marconi, gerente de marketing da Munik, explica que o diantedo momento econômico preferiram não almejar uma expectativa. “Nós estamos bem pé no chão, nós procuramos não crescer muito, em relação ao ano passado. Nossa produção é de 700 toneladas e queremos ser surpreendidos”, explica. Segundo ela, hoje a Páscoa representa cerca de 30% do faturamento da empresa no ano todo. “A Páscoa para a gente é como se fosse o Natal para o comércio”, conclui. A Nestlé também analisa que o cenário econômico brasileiro deve afetar a sazonalidade, porém, aposta na força de suas marcas para manter um desempenho crescente este ano. 

Apesar do otimismo das empresas do setor, a Páscoa de 2015 teve o pior resultado desde 2007, de acordo com a Serasa Experian. O comércio fez promoções de última hora e isso impediu uma queda nas vendas do período de Páscoa, que ficaram estáveis na comparação com o ano passado. 

 
Fernanda Del Guerra

Avanço do consumo de drogas em São Paulo preocupa


Um levantamento divulgado pela Unifesp em 2013 aponta que ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar que é dependente químico e os pesquisadores estimam que 5,7% dos brasileiros sejam dependentes de drogas.

O avanço das drogas no país tem provocado grandes agravos em todos os aspectos e o consumo tem se tornado cada vez mais habitual entre jovens, adolescentes e crianças na sociedade, causando um déficit no IDH (índice de desenvolvimento humano), atingindo os usuários, famílias, amigos e diversas pessoas que não tenham relação direta com o dependente.

A ex - usuária Fernanda Alves (34), conta que começou a usar drogas aos15 anos de idade por curiosidade, revela os prejuízos que o vício lhe trouxe: “Eu namorava um menino que usava drogas e os amigos dele também, eu era muito menina, não tinha noção do que estava fazendo, por causa das drogas passei a ser uma pessoa mal educada, destrui minha relação familiar, fui para rua, comi comida do lixo para matar a fome. O pior momento foi quando os meus “amigos”, que andavam comigo, aqueles que eu era fiel a eles nos roubos, drogas, quiseram me matar, por muita sorte consegui fugir”, conta.

Reunião da Comissão de Educação Cultura e Esportes CMSP
Foto: Erik Teixira
Um tratamento para recuperar dependente químico custa alto e nem sempre os usuários possuem auxilio necessário para sua recuperação, por esse motivo o Vereador Jean Madeira criou o projeto de lei 262/2013, que propõe a criação da 'Secretaria de Prevenção às Drogas' na capital paulista, a proposta teve assinatura e apoio de 48 dos 55 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, se criada à secretaria terá por atribuição realizar parceria com os demais órgãos da administração municipal para execução de projetos direcionados à prevenção ao uso de drogas, especialmente nas escolas, entidades comunitárias e áreas públicas; propor sistema de inteligência para cooperar e colaborar com os órgãos públicos responsáveis pela repressão ao tráfico de drogas, através do encaminhamento de informações; articular com demais órgãos da administração municipal o apoio a projetos sociais de prevenção ao uso indevido de drogas, casas de recuperação, além de promover ações de esporte, cultura e lazer, com objetivo da prevenção; principalmente em áreas onde o tráfico tem maior influência, prestar apoio técnico e administrativo ao Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas e Álcool de São Paulo – COMUDA.

Fernanda, que atualmente realiza trabalhos sociais para ajudar dependentes químicos, diz que quando decidiu deixar às drogas não teve nenhum tipo de ajuda governamental e critica a falta de auxílio: “O governo sempre foi fraco nessa questão de campanha de prevenção às drogas, na verdade, nem existe, o que tem é a propaganda, mas o tratamento não existe”, afirma.

O especialista em dependência química, José Florentino, avalia o projeto como prioritário e necessário: “A dependência química é uma doença crônica e progressiva reconhecida pela organização mundial da saúde, com código internacional de doenças, precisa ser tratada, ela é bio psico social, é difícil a pessoa se recuperar sozinha, muitas vezes precisa de ajuda e acaba utilizando o recurso público que muitas das vezes acaba deixando a desejar e essas pessoas acabam ficando no sofrimento”, disse.

Reunião com responsáveis de clínicas de recuperação
Foto: Erik Teixeira
Desde a criação do projeto, Madeira realizou vários eventos, fóruns e encontros para discutir e debater a importância da criação desta secretaria. Em dezembro de 2014 a Câmara Municipal aprovou, em 1ª votação, o PL 262/2013. Em 2015, a convite do Governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), o parlamentar assumiu a Secretaria de Esportes do Estado, desde então o projeto não teve mais andamento no Palácio Anchieta.

Florentino que foi Coordenador de Atenção às Drogas no Município paulista e presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas e Álcool de São Paulo (COMUDA), lamenta: “Foi uma boa ideia em uma gestão que não valoriza ideias e atitudes, nós perdemos como cidadãos, munícipes dessa cidade gigante que não tem nenhuma coordenaria de drogas e álcool”, finaliza.


Karen Salvador

Atletas com deficiência praticam tênis adaptado e melhoram o estilo de vida

Foto: CPB/Divulgação
O brasileira é apaixonado por esportes, difícil encontrar quem não goste. O esporte nos integra, e é assim que o tênis adaptado vem contribuindo com a sociedade e acessibilidade de todos.

O Tênis Adaptado é uma modalidade que existe há uns anos que, através do lazer, incentiva os atletas a prática física e terapêutica, na melhora da convivência em grupo e desenvolvimento pessoal e social.
A empresa CR Tennis Academy realiza um projeto de tênis em cadeira de rodas junto com a prefeitura de São Caetano do Sul, que vem dando suporte aos atletas com deficiência física e proporcionando treinamento acompanhado para participar de partidas entre eles e futuras competições nacionais e internacionais.

Rosemary de Almeida, coordenadora da CR Tennis Academy, junto com sua sócia Cassia Lorenzini contam que tudo que idealizaram nesse projeto foi à realização de um sonho antigo, “Para nós é extremamente gratificante acompanhar cada um deles nesse processo de voltar a ser feliz, que a vida continua, e, pode trazer surpresas e conquistas maravilhosas!” afirma Rosemary.
Resultado é uma vida mais saudável, com superação de limites e potencialidades, prevenção de enfermidades secundárias à deficiência, e promovendo, assim, a integração social total do indivíduo.

“No começo da minha lesão medular não tinha muito equilíbrio de tronco, o tênis me ajudou muito a fortalecer os músculos do quadril e dos membros superiores”, conta o atleta de tênis adaptado, Sergio Lucas, que teve uma inflamação na medula óssea, que comprimiu a medula nas vértebras o deixando paraplégico.

O esporte é ótimo, estimula vários músculos que a pessoa com deficiência não tem o costume de estimular, com tudo isso gera uma reação em cadeia no metabolismo desse indivíduo e em alguns dias ele já pode notar diferencia no seu corpo.
“Uma melhora na qualidade de vida, além de estimular a socialização desse indivíduo com outras pessoas com ou sem deficiência integrando assim a pessoa com deficiência a sociedade novamente”, finaliza Sergio.


Sérgio Lucas / Foto: Arquivo Pessoal
REGRAS
Poucas regras mudam do jogo de tênis em cadeira de rodas para as regras do tênis comum, veja.
- Saque: Uma outra pessoa pode ser autorizada a lançar – levantar – a bola para o jogador, caso os métodos convencionais para o saque forem impraticáveis para um tetraplégico.
- Perda de Ponto: A bola não pode tocar no corpo do jogador, nem na sua cadeira ou qualquer outra coisa, podendo apendas encostar na sua mão.
- Bola: A bola pode quicar na quadra duas vezes antes de ser rebatida para o lado do adversário.
- Disputas: Individuais ou em duplas. Atletas com diferentes tipos de deficiência podem competir juntos.
- Cadeiras: São adaptadas para assegurar maior equilíbrio e melhor mobilidade.

HISTÓRIA
Um dos esportes mais praticados no mundo é o tênis, e em 1976, nos Estados Unidos, surgiu a adaptação da modalidade para cadeirantes com algumas regras modificadas.
Nesse mesmo ano, Brad Parks, atleta americano de esqui acrobático, sofreu um acidente durante um salto de aquecimento e foi diagnosticado com lesão medular, o impedindo de jogar. Durante seu processo de reabilitação, Parks ouviu falar sobre um atleta de Los Angeles, Jeff Minnenbraker, que estava tentando jogar tênis na cadeira de rodas com a bolinha pingando duas vezes no chão. Logo se interessou, e os dois se uniram e adaptaram a modalidade. No ano seguinte, produziram a primeira cadeira adaptada ao esporte e foi se expandido por todo território americano, e criada a primeira entidade reguladora do esporte, em parceria com a Federação Americana de Tênis (USTA, em inglês).
Já no Brasil, o primeiro atleta do tênis em cadeira de rodas foi José Carlos Morais. Hoje há diversos torneios e é uma modalidade oficial do Paralímpicos.



Fernanda Rodrigues

terça-feira, 31 de março de 2015

Procurador-geral da República diz que não vê motivos para investigar Dilma na Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta terça-feira (31) a líderes da oposição na Câmara que não vê razões para investigar a presidente Dilma Rousseff por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras apurado no âmbito da Operação Lava Jato. 
A fala do procurador foi relatada pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que participou do encontro na PGR ao lado do líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (DEM-PE) e do líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (PSDB-SP). 
Ao encaminhar o pedido de investigação de 50 pessoas ao STF (Supremo Tribunal Federal), Janot não fez comentários sobre a citação de Dilma, embora ela tenha sido citada pelos delatores da Lava Jato como possível beneficiária do esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. Segundo o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, ele teria sido procurado pelo então ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci para arrecadar fundos para a campanha da petista, em 2010. Ao encaminhar os inquéritos ao Supremo, Janot se restringiu ao artigo 86 da Constituição Federal, que veda investigação do presidente da República por fatos que tenham ocorrido fora do exercício do mandato. "Ele não queria formar um juízo de valor na primeira resposta. Ou seja, ele ficou apenas naquilo que ele entende que diz a Constituição. No entender dele, não cabe investigar por fatos estranhos ao mandato", disse Jungmann. Segundo os parlamentares, o procurador manterá, em parecer que será enviado ao relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, seu posicionamento de que não cabe investigação. "O procurador mantém a posição de que não cabe (a investigação), mas agora vai complementar dizendo que não tem elementos para investigar no momento a presidente da República", explicou Jungmann. Como a decisão de que a presidente pode ser investigada depende do procurador-geral da República e Janot já afirmou que não vê indícios fáticos para tal, a ação proposta pela oposição não resultará na abertura de um inquérito contra Dilma. Mesmo assim, os parlamentares veem um "avanço" com o pedido, já que Zavascki teria dito a Janot que levará o caso para análise do Supremo. "Nós sabemos que no pleno hoje existem vozes discordantes, ministros que entendem, como o decano (Celso de Mello), como outros mais, que cabe a investigação. Por isso, eu saio daqui muito mais convicto de que cabe a investigação e de que nós conquistamos levar esse assunto para discussão no colegiado do Supremo Tribunal Federal", disse o deputado do PPS. Para o líder do DEM, um entendimento positivo do plenário do Supremo pode levar a uma investigação futura de Dilma caso surjam novos fatos. "Essa é uma avaliação preliminar e do momento. Não quer dizer que, no curso dos procedimentos de investigação que acontecem tanto no âmbito da Operação da Lava Jato quanto da CPI da Petrobras, não possam surgir fatos que levem o Ministério Público a reavaliar essa posição que é atual", declarou Mendonça. Os mesmos parlamentares que estiveram hoje na PGR protocolaram um pedido de agravo ao Supremo há duas semanas. No pedido apresentado a Zavascki, os parlamentares argumentam que há uma jurisprudência na Corte que prevê que um presidente da República possa ser investigado por atos fora do exercício do mandato desde que isso ocorra antes da oferta da denúncia pelo MPF. 

 Fonte: r7

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